Pesquisa antecipada por DINHEIRO revela quais são os escritórios de advocacia (e os advogados) mais admirados do País
 
ROSENILDO GOMES FERREIRA
 
O mercado sempre mediu a importância de um escritório de advocacia pelo prestígio e a capacidade dos sócios de transitar pelas diversas instâncias jurídicas, nas rodas políticas e sociais. A abertura da economia e a entrada em cena de bancas internacionais, no entanto, vêm operando uma mudança na forma como as empresas reconhecem o trabalho do setor. Essa transformação fica evidente na versão 2009 do anuário Análise Advocacia 500 -A Lista dos Escritórios Mais Admirados do País.
 
A publicação da Editorial, que chega à sua quarta edição, incluiu pela primeira vez uma pesquisa que detectou que a especialização é vista como um elemento determinante na hora de buscar aconselhamento profissional.
 
Segundo os indicadores apurados pela Análise, nada menos do que 73% das companhias entrevistadas consideram a especialização fundamental. O grande mérito do anuário, porém, é apontar os profissionais de destaque e os escritórios de advocacia mais respeitados do País.
 
A lista é encabeçada pelo Pinheiro Neto Advogados, seguido pelo Machado, Meyer, Sendacz e Opice e pelo Demarest & Almeida. Eles têm em comum o fato de terem apostado em um modelo de escritório que valoriza fortemente a gestão, além de contarem com profissionais que atuam em diversas frentes.
 
Não é exagero dizer que por essas bancas passa boa parte do PIB brasileiro. A revista Advocacia 500 também destaca o prestígio dos profissionais da área aos olhos de seus pares e dos responsáveis pelos departamentos jurídicos de grandes corporações. No topo da lista aparece o veterano Arnoldo Wald.
 
Conceituado especialista em mercado de capitais, seu escritório atuou em causas envolvendo bilhões de reais. Uma delas foi a queda de braço envolvendo a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e os correntistas que pediam a correção de depósitos retidos durante o Plano Collor.
 
Também assessorou o Banco Safra na reestruturação societária do Grupo BCP, da área de telefonia. Paulo Cezar Aragão, que vem logo em seguida, é outro que tem uma longa trajetória na área empresarial. Ele ajudou a Ambev na fusão com a belga Interbrew, negócios estimado em US$ 11,2 bilhões.
 
(IstoÉ Dinheiro – Edição 632 - 18.11.2009)
 
(Notícia na Íntegra)