Pode parecer loucura. Mas não é: Martinuccio, tecnicamente, pelo pré-contrato assinado, é jogador do Palmeiras. Mas, a qualquer momento, pode ser anunciado pelo Fluminense.

Como? Ah, vários internautas não entendem isso e na verdade, é duro de engolir. O negócio é o seguinte: este blog teve acesso ao teor dos principais trechos desse pré-contrato (já publicado neste espaço), que prevê a multa de 50 milhões de reais a quem o romper, o clube ou o jogador (ou seus representantes, mais o clube que o contratar, que seria considerado corresponsável e solidário pelo ato de rompimento), isso está bem claro.

Mas, além de conversar com o advogado Gustavo Dedivitis, o homem que fechou o contrato com Martinuccio e o registrou num cartório em Montevidéu, lido em castelhano pelo cartorário. No meu entendimento sem deixar nenhuma dúvida, procurei saber a opinião de um expert em causas esportivas, o advogado Ivandro Sanchez, que cuida de mais de 200 processos do esporte. Corintiano, sem nenhuma ligação com o Palmeiras, 39 anos, ele me disse, por telefone, o seguinte resumindo:

“Analisei o pré- contrato e posso dizer que ele é válido, perfeito, legal. Na FIFA, será reconhecido com certeza”.

“Aconselhei que o Fluminense fosse notificado, não podendo, assim, alegar conhecimento de causa. (o que já foi feito). Esse senhor, Peter Siemsen (presidente do Flu) me parece uma pessoa ética”.

“No entanto, o pré- contrato não impede que o jogador jogue por outro time. Só que, mais cedo ou mais tarde, talvez em um ou dois anos, esse clube vai arcar com as consequências. No caso, a multa.”

“Também não acho que, em sendo o caso julgado, a multa atinja os 50 milhões de reais, em função da desproporção ao que o jogador iria ganhar”.

“Ao jogador, sem dúvida estará reservada uma sanção. Talvez seis meses sem poder atuar, independentemente da multa ser paga”.

“Em casos assim, o melhor talvez seja um acordo. Bem melhor do que uma briga”.

Bem, me parece que está clara a situação. E, engraçado, dos palmeirenses que tenho ouvido, a maioria prefere o dinheiro ao jogador. Ou por suas fracas atuações contra o Santos nas finais da Libertadores ou pelas juras de felicidade que ele fez quando procurado pelo Palmeiras, onde seria treinado por Felipão. Juras que não parecem verdadeiras.

Que o internauta tenha entendido. Espero.

EM TEMPO: ainda em resposta aos internautas, respondo, pela enésima vez, que não sou parente e nem amigo deste senhor Gilto Avallone, conselheiro do Palmeiras. Aliás, nem admirador.

(Blog do Avallone - http://blogdoavallone.blog.uol.com.br/ 18.07.2011)

(Notícia na Íntegra)